— Curso Online GV Piscina
Manual de emergências aquáticas. Leitura Obrigatória:
Boletim
epidemiológico sobre afogamento no Brasil. Leitura Obrigatória:
Boletim Brasil ano 2026 (SOBRASA)
- Leis Importantes -
IMPRUDÊNCIA: Expor-se a si próprio e/ou a outrem a um risco ou perigo sem as precauções necessárias para evitá-los. Exemplo: é imprudente o socorrista que dirige um veículo de emergência sem colocar o cinto de segurança, ou ainda, excedendo o limite de velocidade permitido na via.
IMPERÍCIA: Falta de conhecimento técnico ou destreza em determinada arte ou profissão. Exemplo: (Medicar). É um ato de imperícia a aplicação de uma injeção por parte de um socorrista que desconhece os detalhes da adequada técnica de como fazê-lo. Se o socorrista presta assistência a uma pessoa, além de seu nível de capacitação e, com isso lhe causa algum dano, incorre em imperícia e pode responder penalmente pela lesão causada.
NEGLIGÊNCIA: Descumprimento dos deveres elementares correspondentes a determinada arte ou profissão. Exemplo: é negligente o socorrista que deixa de monitorar os sinais vitais de uma vítima traumatizada, durante seu transporte do local do acidente até o hospital . É negligente o socorrista que deixa de usar Equipamento de Proteção Individual (EPI).
OMISSÃO DE SOCORRO: Capitulada pelo Código Penal no artigo 135 - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública. Exemplo: se o Médico do Hospital não prestar o devido socorro ou não permitir que uma vítima de acidente seja atendida em seu Pronto Socorro responde pelo crime de omissão de socorro.
PREVARICAÇÃO: Prevista no artigo 319 do Código Penal - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. Exemplo: prevaricar quem deixa de encaminhar a vítima ao hospital determinado pelo Médico Regulador, encaminhando-a a outro nosocômio não adequado ao caso, por ter facilidade de acesso ou de retirada de material.
— LEGISLAÇÃO RELEVANTE —
- Classificação Brasileira de Ocupação (CBO) Salva-Vidas 5171-15;
- Lei Ordinária Nº 2846/1981:Torna obrigatória a vigilância de piscinas de uso público por salva-vidas, na proporção de um para cada 300m² de superfície aquática.
- Lei Municipal nº 16.059/2014: Institui a obrigatoriedade de salva-vidas ou guardião de piscinas em escolas, creches, centros educacionais e esportivos, balneários e similares, tanto na rede pública quanto privada, no município de São Paulo.
- Lei Estadual nº 9.975/98 - Dispõe sobre a realização de exames de controle bacteriano em piscinas de uso comum da população e dá providências correlatas;
- Lei Municipal nº 13.725/04 (Código Sanitário do Município);
- Lei Municipal nº 13.993/05 - dispõe sobre a obrigatoriedade de colocação de indicação de profundidade nas bordas das piscinas, e dá outras providências. Município de São Paulo;
- Portaria Municipal SMSG nº 562/04;
- Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR 10339: Piscina - Projeto, execução e manutenção 2018 Versão Corrigida: 2019;
Decreto Estadual nº 13.166/79 Norma Técnica Especial (NTE) Relativa a Piscinas
Artigo 16 - O tanque deverá atender às seguintes condições:
I - sua capacidade será baseada no número previsto de banhistas, calculada com base mínima de 2,00 m2 de superfície de água por banhista adulto e 1,00 m2 por banhista menor, presentes simultaneamente no tanque;
Artigo 28 - As águas das piscinas deverão manter sua qualidade de acordo com as seguintes especificações de natureza físico-química:
I - a limpidez deverá ser de ordem a permitir perfeita visibilidade, a luz do dia, a observador postado à borda do tanque, de um azulejo negro, de 0,15m X 0,15m, colocado na parte mais profunda do tanque, equidistante das paredes laterais;
III - o cloro residual deverá estar compreendido entre 0,5 mg/1 e 0,8 mg/1 de cloro disponível;
IV - o pH deverá estar compreendido entre 6,7 e 7,9;
Artigo 33 - Para prevenção de acidentes, socorros e atendimento de acidentados, as piscinas possuirão, no mínimo, o seguinte material: ganchos, cordas, boias e caixa de primeiros socorros;
Artigo 52 - Será proibida a entrada na piscina, Lei 2846/81 | Lei nº 2.846, de 27 de maio de 1981, de pessoas portadoras de doenças transmissíveis por contágio ou veiculadas pela água, bem como com ferimentos abertos ou curativos de qualquer natureza. de São Paulo (Obriga ter GV piscina pública ESP)
"Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:"
Artigo 1º - As piscinas de uso público, quando em funcionamento, deverão estar sob a vigilância de salva - vidas, na proporção de um para cada 300m2 (trezentos metros quadrados).
Artigo 2º - A operação e o controle das piscinas de uso público serão feitos, obrigatoriamente, por profissional habilitado.
Artigo 3º - O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de 90 (noventa) dias, contados da data de sua publicação.
Artigo 4º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
— CONCEITO DE BIOSSEGURANÇA —
Significa VIDA + SEGURANÇA, em sentido amplo é conceituada como a vida livre de perigos. De forma mais ampla, entende-se biossegurança como o conjunto de medidas que contribuem para a segurança da vida, no dia a dia das pessoas (exemplo: cinto de segurança, faixa de pedestres).
Assim, normas de biossegurança englobam todas as medidas que visam evitar riscos físicos (radiação ou temperatura), ergonômicos (posturais), químicos (substâncias tóxicas), biológicos (agentes infecciosos) e psicológicos (como estresse). Representando a maior preocupação do trabalho de resgate, os riscos biológicos devem ser constantemente combatidos, prioritariamente de forma preventiva.
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS
São enfermidades causadas por microrganismos (bactérias, vírus ou parasitas) que são transmitidas à outra pessoa através da água, alimentos, ar, sangue, fezes, fluidos corporais (saliva, muco ou vômito) ou ainda, pela picada de insetos transmissores de doenças.
Doenças Infectocontagiosas mais Relevantes para o Serviço de Resgate
* SIDA (AIDS), infecção por HIV;
* Hepatite A;
* Hepatite B;
* Hepatite C;
* Tuberculose;
* Doenças Meningocócicas (meningite);
* Cólera;
* Rubéola (especialmente para o sexo feminino);
* Leptospirose;
* Febre amarela;
* Febre tifoide;
* Sarampo.
PRECAUÇÕES PADRÃO
Lavagem das mãos após tocar: sangue, fluidos corporais, secreções, excreções e itens contaminados, imediatamente após retirar luvas e entre contatos com pacientes;
Uso de EPI:
Uso de luvas para manipular sangue, fluidos corporais, secreções, excreções e itens contaminados;
Uso de máscara e protetores oculares para olhos, nariz e boca durante procedimentos que tenham possibilidade de gerar respingos de sangue, fluidos corporais, secreções e excreções;
Uso de aventais limpos não-estéreis, impermeáveis quando necessário, durante procedimentos com paciente que tenham probabilidade de gerar respingos de sangue, fluidos corporais, secreções e excreções.
PROGRAMA DE IMUNIZAÇÃO INDICADO PARA OS INTEGRANTES DAS
GUARNIÇÕES DE GUARDA-VIDAS
-Influenza (gripe) - dose única anual;
-Hepatite B - 3 doses com intervalos (0 - 30 dias e 180 dias); fazer teste de antígenos a cada 5 anos;
-SRC ou Tríplice Viral - (sarampo, rubéola e caxumba) - dose única (restrição para gravidez);
-Febre amarela - dose única - validade 10 anos (para regiões endêmicas);
-Dupla adulto (antitetânica e antidiftérica) - 3 doses com reforço a cada 10 anos;
-Antituberculose ou BCG - dose única ; e
-Febre tifoide - dose única.
Informe-se no Posto de Saúde de seu município.
Considerações Especiais com as Precauções Padrão
É de responsabilidade de todo Guarda-Vidas limitar a possibilidade de infecção cruzada
entre as vítimas.
No local da ocorrência recolher todo o material utilizado para o atendimento à vítima.
Considerar toda vítima como provável fonte de transmissão de doença infectocontagiosa.
Trocar o uniforme, quando houver exposição direta com secreções da vítima.
ATENÇÃO: NÃO EXISTE RAZÃO QUE JUSTIFIQUE O ESQUECIMENTO DAS PRECAUÇÕES PADRÃO DE BIOSSEGURANÇA.

PREVENÇÃO
Prevenção é a ferramenta mais importante e pode evitar 99% dos afogamentos.
São as ações baseadas em advertências e avisos aos banhistas no sentido de evitar ou ter cuidado com os perigos relacionados ao lazer, trabalho, ou esportes praticados na água.
Embora o ato de prevenir possa aparentemente não transparecer à população como "heroico", são eles os alicerces da efetiva redução na morbidade e mortalidade destes casos.
• Prevenção é qualquer medida com o objetivo de evitar o afogamento sem que haja contato físico entre a vítima e o socorrista.
• Socorro é toda ação de resgate em que houve necessidade de contato entre o socorrista e a vítima. Calcula-se que a possibilidade que uma pessoa tem de morrer por afogamento quando em uma piscina protegida por guarda-vidas é de 1 em 18 milhões (0000055%)
(USLA).
PREVENÇÃO são as ações que evitam a ocorrência do afogamento como estudamos na linha do tempo do afogamento. Basicamente são divididas em 2 tipos, conforme figura abaixo:







— Prevenção para Guarda-Vidas Piscina -

ÁREA DE PREVENÇÃO DO GV
Área primária: A piscina onde deve se ter a maior observação.
Área secundária: Ao redor da piscina deve se ter uma observação intermediária.
Área terciária: Fora do complexo aquático pouca ou nenhuma observação apenas quando for acionado.
Regra de Prevenção 10 X 20
10'' Escanear (ver o afogado); Não pode passar de 10 segundos para ver sua área inteira de cobertura X 20'' (para reagir); Para chegar no afogado (da sua área de cobertura) totalizando 30 segundos para estar com o banhista (Se a regra não conseguir ser cumprida chame sua supervisão e corrija, essa regra não tem concessão).
Área de cobertura:
Área Primária de cada o GV que é responsável para realizar a Regra de prevenção e seu campo de atuação, deve ser estudada na implantação do posto junto a supervisão.
Varredura do Guarda-Vidas:
Analise a superfície, abaixo da superfície e o fundo;
Analise as extremidades da sua área de cobertura;
Analise objetos embaixo deles (EX: plataforma para aula infantil, boias);
Se observar algo e não tem certeza verifique (EX: sombra no fundo da piscina pode ser uma vítima).
Regra Posicionamento 5 x 1:
5 minutos GV sentado e 1 minuto de pé (sempre mude sua posição para evitar fadiga, estagnação visual e neural. Conseguindo vigiar melhor o banhista mantendo a regra de prevenção).
Rodízio a cada 1 hora:
O GV troca de posto com o outro GV ou se sozinho, trocar de local e dar uma volta na piscina (sempre mude sua posição para evitar fadiga, estagnação visual e neural, conseguindo vigiar melhor o banhista mantendo a regra de prevenção).
Rotação de GVS:
Sempre que for feito o rodízio ou rendição, o GV de que está entrando, no posto o GV1 executa varredura de fundo proativa completa no posto, avisa o GV2 que esta tudo em ordem, pega o material e assume o posto. O GV2 entrega o equipamento e faz uma varredura completa antes de ir embora.
Guarda-Vidas de Piscina:
Deve ficar em sua área delimitada de observação fazendo regra de prevenção;
Com postura ética e respeito;
Foco na área primária tempo todo;
Proibido celular ou outra distração em horário de trabalho;
A prevenção e observação é a parte principal do trabalho;
Treinamento diário de natação mínimo 1 hora;
Treinamento semanal de salvamento e primeiros socorros;
Vigilante;
Profissional;
Pronto para o resgate;
Não permita distrações de suas importantes obrigações como GV;
Não deve ser executada outras tarefas com GV em serviço, (EX: limpeza, instrução de natação ou qualquer coisa que tire sua atenção);
Evite comportamentos não profissional;
Postura e Ética profissional;
Use feedback do seus supervisores para melhorar seu desempenho;
Mantenha suas habilidades e conhecimento prontos para testes;
Participe de ativada de treinamento em serviços;
Siga o plano de emergência da unidade (se não tiver ajude a criar);
Se observar algo perigoso ou estranho comunique a supervisão;
Revise a sua documentação da área de prevenção;
Cuidados e Prevenção diária do GV Piscina:
Checklist diário: Ao chegar antes da piscina abrir para o público deve ser feito uma varredura em toda área de vigilância para verificar se há algum perigo para o banhista. Ideal que tenha uma planilha com checklist de todos pontos críticos onde o GV inspeciona e aponta que fez a inspeção, a fim de diminuir os riscos e isenta-lo de problemas.
Piscina: Verificando se há azulejos quebrados ou algum bicho na piscina (EX: Aranhas, cobras), se o ralo de aspiração está fechado e tampado;
Toboáguas: Verificar se tem algo dentro deles obstruindo (EX: Vap, produtos limpeza, insetos), observar se estão ligados, inspecionar se o piso deles estão lisos e sem ricos de cortar ou machucar o banhista.
Botoeiras de pânico: Verificar se estas botoeiras estão funcionando, elas servem para desligar a casa de máquinas e parar o ralo de fundo. Estar a menos de 2m da borda da piscina conforme Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR 5410.
Casa de máquinas: Senão tiver botão de pânico na piscina, o GV tem que saber aonde desliga o motor que alimento o ralo de fundo, do toboáguas e de aspiração. E ter a chave e livre acesso à casa de máquinas.
Química: A maioria das piscinas faz tratamento com cloro. Não é função do GV fazer tratamento e limpeza da piscina, porém o mesmo tem que apontar no seu checklist como a medição da água no tocante ao PH e Cloro;
Pouco cloro pode aumentar a chances de transmissão de doenças como Covid, AIDS, Hepatite, entre outras;
Muito cloro, produto ou mistura errada de produtos pode causar irritações, alergias, falta de ar e em casos extremos pode chegar a óbito pela mistura incorreta e excesso de produtos (aconteceram dois casos de óbitos em piscinas na cidade de Campina - SP).
Área secundárias (entorno da piscina): tampas e grelhas de ralos podem estar soltas e causar acidentes, cadeiras quebradas, pisos escorregadios, vidros quebrados (banhistas andam descalços ao redor da piscina), insetos ou bichos. Caixa de marimbondo pode se formar em guarda-sol que ficam muito tempo fechados podendo causar acidentes.
Raios, Relâmpagos e Trovões: O Raio é composto pelo relâmpago e pelo trovão, sendo o relâmpago a velocidade da luz (o clarão que se vê) e o trovão velocidade do som (o barulho que se ouve). Isso dá uma diferença aproximada de 3 segundos por quilômetro entre o relâmpago e o trovão. Fechar a piscina se o intervalo for inferior a 40 segundos ou 13 quilômetros de distância. E só reabrir após 30 minutos sem incidência de raio.

Sinalizações e Regras
Sinalização por apitos:
1 apito curto = Chamar atenção outro GV;
2 apitos curtos = chamar atenção banhista;
1 apito longo = GV saiu do posto para checar uma situação ou fazer um salvamento (antes de fazer salvamento GV deve apontar com indicador aonde esta o afogado);
2 apitos longos = GV precisa de ajuda outros GVS, líder, e/ou Segurança;
3 apitos longos = Emergência máxima - GV precisa de ajuda equipe médica e equipamentos. ( Grau 2, 3,4,5 ou 6 suspeita de trauma ou grande hemorragia).
Sinalização Gestual: Recomendadas pela Elite Treinamentos em Piscina
Pode ser usada para o banhista ou até para se comunicar outro GV.
PARAR = Extensão do braço, com a palma da mão virada para a frente e esticada. Este sinal serve para interromper com a sua ação imediatamente.
Sinalizar ao indivíduo que deve parar com a sua ação imediatamente. (EX: pare de correr se necessário junto com 2 apitos curtos);

NÃO = Extensão do braço, com a palma da mão virada para a frente e esticada, e o dedo indicador balançando. Este sinal serve para sinalizar ao indivíduo que não pode fazer determinada coisa. ( EX: não suba na raia, se necessário junto com 2 apitos curtos);
OLHA PARA ALI = Braço em extensão com o dedo indicador a apontar para o local e o outro com o outro indicador ao pé do seu próprio olho. Este sinal serve para chamar a atenção que algo vai acontecer se ele não olhar e mudar o seu comportamento. (EX: Olha sua mãe está te chamando ali, Olha o buraco ali);

POLEGAR PARA CIMA = Retorne a atividade, fundo liberado (sinalização para orientar banhista EX: pode nadar, entendi o que voce falou, ok);

BATENTO TOPO DA CABEÇA UMA MÃO = Entendi o que você disse, ou pode abrir a atração, Pode liberar toboáguas (mensagem utilizada com outro Guarda Vidas ou operador de atração);

PUNHO ELEVADO = GV precisa de ajuda (EX: ajuda no salvamento, colocar PCD na água);

DUAS PALMAS JUNTAS SEGUIDA DE APONTAR PARA VOCÊ MESMO E PARA ONDE VAI= Cubra minha zona (EX: vou ao banheiro, vou fazer uma orientação); Normalmente se da um apito curto antes.
BRAÇOS CRUZADOS PUNHO FECHADO = Interrompa envio (EX: não libera mais ninguém nos toboáguas, fechar a atração); ou Vitima submersa (especifico para situações especiais, mais dificil utilizar em piscinas; cujo a agua é limpa e tem visibilidade)
INDICADOR APONTADO PARA O AFOGADO = assim que identificar um afogado dar um apito longo e apontar para vítima e pular, a fim de avisar outro GV para cobrir sua área e ver aonde é o afogamento caso precise de apoio. Alertando outros banhistas também.
SINALIZAÇÃO SOBRASA USADA EM MAR E TAMBEM DEVE SER UTILIZADA CASO NESCESSARIO EM PISCINA SEGUE A IMAGEM

Aplicação de Regras:
Parte da rotina do GV: Aplicar as regras aos banhistas da Piscina - o que pode e o que não pode;
Conheça todas as regras e saiba onde estão as placas com as normas;
Seja educado e positivo para aplicação das regras;
Conheça o tipo de público que frequenta a piscina;
Fale de acordo com a faixa etária;
Forneça aplicação consistente das regras;
Use estratégia de cuidados quando estiver em situações delicadas;
Encaminhe problemas ao supervisor e escreva no livro de ocorrências, todos os problemas e acidentes.
REGRA DE OURO RELACIONAMENTO GV X BANHISTA
Trate as pessoas como gostaria de ser tratado com:
Dignidade e Respeito;
Com consciência e sensibilidade para diversas culturas e crenças;
Sem suposições baseadas em: ética, etnia, gênero, raça ou crença.
Atendimento a banhista com reclamações:
Ouça a reclamação sem interrupções;
Considerar a condição emocional do banhista;
Resuma e reconheça a preocupação do banhista;
Explique como você vai abordar o problema;
Fique calmo;
Esteja ciente de sua linguagem corporal e expressão;
Chamar a supervisão se necessário;
Concorde com soluções que estão na política do estabelecimento;
Seja breve e específico para resolver ou falar como deve ser resolvida a situação;
Faça avaliação e veja se a situação foi resolvida;
Veja outras alternativas se acontecer novamente.
Situações Especiais
O GV na piscina é responsável pela gestão da mesma, sendo assim ele consegue observar tudo que acontece nela e deve gerir todas situações não somente a de um salvamento. Sempre agindo na prevenção, com responsabilidade, ética, cordialidade, resolvendo as situações da melhor forma sem chamar a atenção.
Pessoas com Deficiência (PCD)
Ao detectar que uma pessoa tenha uma deficiência o GV pode e deve oferecer ajuda, caso a PCD precise, mas, nunca se deve encostar no mesmo sem consentimento dele ou do responsável legal.
Não tratar a PCD como se fosse uma criança, com ironia, com tom de voz diferente, expressão de desventurado. Trate sempre como uma pessoa comum, mesmo tom de voz, adequado à sua faixa etérea física e mental.
Cadeirante:
Paraplégico movimenta os braços e a perna não.
Tetraplégico: não movimenta nenhum nem outro.
Amputado: Não tem um ou mais membro ou parte dele
Tem casos de cadeirantes que saem sozinho da cadeira e vai rolando para piscina e não gosta que ninguém o ajude.
Tem piscina que possuem rampa de acesso ou elevador para colocar na piscina, outras, é o próprio GV com ajuda de outra pessoa, que colocam a PCD na piscina e depois tiram da borda e colocam na cadeira.
Pode ser oferecido uma boia espaguete para ajudar na flutuação na piscina.
Para colocar a PCD dentro da piscina usa-se a manobra cadeirinha junto com outra pessoa, dependendo do peso e da mobilidade dela. Necessidade de ter uma outra pessoa, para ajudar, e, para tirar da piscina normalmente usa-se manobra de retirada da borda, podendo ter variação conforme mobilidade e aspecto da piscina.
Deficiente visuais: Normalmente nadam próximo à borda, para poderem se orientar, então o GV pode separar esse canto para ele desde que esteja no planejamento das normas da piscina.
Pode ser necessário ajudá-lo a se locomover em direção a piscina, colocar e retirar da mesma.
Deficiente mental: Normalmente vem acompanhado de responsável, requer cuidados especiais, requer maior atenção do GV. Dependendo do caso o banhista pode ficar gritando, pode se machucar, se afogar mesmo no raso ou em locais considerados seguros, pode retirar a sunga na piscina, tirar a roupa de outro banhista, se defecar, etc.
Conduta: se apresentar ao responsável, entender a deficiência, orientar os outros usuários caso necessário, resolver e amenizar a situação. Caso precise chamar a supervisão e seguir orientações quanto ao assunto.
BRIGAS
Ao perceber início de um desentendimento entre os associados, o GV pode agir chamando cada um separadamente, longe um do outro, para tentar administrar e acalmar a situação, sempre ouvindo ambas as partes e seguindo normas do estabelecimento. Caso a situação estiver saindo do controle chamar supervisão ou segurança e se afastar, não tendo nunca contato físico com o banhista.
INTIMIDADES ENTRE BANHISTA
Normalmente estabelecimentos aquáticos são para toda família, sendo assim, devem der cumpridas as normas do estabelecimento. Em sua grande maioria não são permitidos abraços e beijos dentro da piscina para evitar constrangimento para crianças e outras famílias ali presentes.
O GV deve fazer prevalecer as normas do estabelecimento referente a esse assunto, e quando for abordar um casal com intimidade, não apitar ou expor o mesmo, e sim chegar próximo e se possível chamar a pessoa de mesmo gênero e falar com serenidade e tom calmo, sem deboche, que, não é permitido esse tipo de conduta e que você está seguindo às normas do estabelecimento.
ATENDIMENTO GÊNERO OPOSTO
As vezes é necessário realizar atendimento a uma pessoa de outro gênero, podendo acontecer até em partes intimas. (EX. picada de abelha na nádega)
No momento da ocorrência o GV escalado pode ser de gênero diferente do banhista. Neste caso, verificar se há outro GV de mesmo gênero na equipe. Caso tenha, aciona-lo para que este realize o atendimento inicial, caso não tenha, o GV deve sempre chamar o acompanhante do banhista ou outro(a) funcionário como testemunha, de preferência mesmo gênero do banhista a ser atendido, evitando assim constrangimentos e falsos testemunhos.
PEDOFILIA E ASSÉDIO
Infelizmente os casos de pedofilia e assédio em piscina é muito grande. O assediador começa a pegar em crianças sob diversos pretextos, sendo o mais comum é de que irá ensina-las a nadar ou leva-las ao banheiro ou levá-las para casa delas, homens tocando em mulheres, masturbação dentro da piscina, enfim, uma infinidade de condutas e práticas do assediador.
O GV deve identificar esse tipo de situação e comunicar a supervisão de imediato e ficar próximo e acompanhando à situação, olhando sempre na direção do ocorrido, a fim de inibir o assediador, para ele parar.
O GV não pode se exaltar ou acusar alguém sem provas, pois isto constitui crime. Em muitas piscinas já tem câmera para inibir essas situações.
IDOSO
Melhor idade - A prática esportes aquáticos são as recomendações médicas, por não ter impacto, e com isso, aulas de hidroginástica e piscinas aquecidas costumam ter um público muito grande nessa faixa etária. Normalmente os problemas de saúde e as medicações já são muitas nessa idade. Todo acidente ou apenas um susto por começar se afogar pode gerar grandes problemas de saúde. Nesta faixa etária a pele é mais fina, portanto, mais fácil se cortar. O coração também fica mais cansado.
O GV deve estar atendo a concentração dessa faixa etária, como nas aulas destinada a esse público.
Ajudar a entrar e sair da piscina.
Estar atendo, pois o idoso escorrega no lado raso da piscina e não consegue levantar, causando afogando só com susto podendo gerar uma parada cardíaca.
Qualquer acidente pode gerar um agravante maior.
Piscina aquecida pode favorecer a baixar a pressão.
O GV deve ter muita atenção e em qualquer atendimento checar todos sinais vitais, e certificar que está tudo em ordem antes da pessoa retornar as atividades.
Fazer anamnese perguntando do histórico médico e medicamentos que toma que tomou e que não tomou.
CRIANÇAS
Normalmente são mais hiperativas que outras faixas etárias, não tendo medo nem consciência dos riscos e perigos, querendo correr, pular, ir no fundo, quebrando regras e testar limites do GV.
Conduta do GV: Estudos comprovam que crianças respondem melhor a estímulos visuais e sonoros ao mesmo tempo.
O GV deve apitar e fazer sinal com as mãos dizendo que não pode.
Ser firme e fazer cumprir as regras, e nestes casos, diminuir a chance das crianças se acidentarem demonstrando firmeza, para que o GV não perca a autoridade.
Se for preciso fale com os pais das crianças; chamar a supervisão e anotar no livro de ocorrências. Siga instrução e normas de conduta da instituição.
EMBRIAGUÊS
Na maioria dos lugares com piscina também têm bares e restaurantes com vendas de bebidas alcoólicas. Alguns banhistas passam do limite bebendo e perdem a noção do perigo se arriscando mais. Podem desacatar o GV.
Conduta GV: Deve-se tentar falar com o mesmo, com braços para traz, e pedir com calma para ele obedecer as normas, pois ele pode influenciar as outras pessoas e crianças com mal comportamento, se necessário, chamar supervisão e anotar livro de ocorrências.
ADOLECENTES
Dificuldade em obedecer ordens, quer se aparecer para colegas e quando em grupo ficam mais valentes.
Conduta GV: Deve tentar falar com o mesmo chamando-o em particular, longe dos amigos. Pedir com calma para ele obedecer as normas, pois ele pode influenciar as outras pessoas e crianças com mal exemplo. Se necessário chamar supervisão e anotar livro de ocorrências.
PAE e Entrada na Água
PLANO DE AÇÃO DE EMERGENCIA (PAE)
Pode variar conforme a instituição. Caso não exista o GV deve criar um junto com à supervisão.
Normalmente consiste:
Pré-evento:
Estabelecer quais equipamentos de resgate tem para ser utilizado (EX: boia torpedo, prancha de resgate, mala de PS, DEA, etc.)
Fazer inspeção, e verificação de todos equipamentos diariamente.
Qual local será feito o atendimento ao ferido ou afogado (EX: ambulatório)
Estabelecer quem chamar para remoção de emergência (EX: telefone convênio com ambulâncias particulares, 193, 192); qual tempo de resposta dessas ambulâncias e qual chamar.
Estabelecer como GV deverá chamar a ajuda, se o mesmo tem rádio HT, se será a sinalização de apito, quem vai ligar, aonde tem o telefone mais próximo, quem vai ligar para emergência, se tem as instruções necessárias para passar informações do ocorrido etc.
Evento:
Estar pronto para o resgate em local de fácil acesso ao banhista;
Um apito longo (Para alertar que está entrando para salvamento);
Indicador apontado para o banhista em perigo, para avisar os outros;
Acione botão de parada de emergência (EX: Piscina de ondas);
Entre para o resgate com seu flutuador de salvamento, com segurança;
GV2 faz regra de prevenção também na área do GV1 (que entrou para o resgate);
Pós-evento:
Analisar grau afogamento, possíveis machucados, analisar sinais vitais;
Se for fazer atendimento levar banhista para local pré-estabelecido de atendimento dispensar os curiosos;
Acionamento da ambulância e dos 3 apitos longos (Grau 2, 3,4,5 ou 6), suspeita de trauma ou grande hemorragia;
Não precisa acionar o PAE:
Para resgate sem ter que entrar na água;
Orientação ao banhista;
Ajuda para saída ou a entrada do banhista na água;
Entrada na água
Pulo compacto:
Entrada de pulo compacto - use ao entrar na água a partir de uma posição elevada em piscina com profundidade compatível com altura da elevação. Assistir o vídeo abaixo:
Passo do gigante:
Utilizado para entrar na piscina borda, baixa e média. Piscina de 1 metro de profundidade para cima.
Mergulho de cabeça "Ponta":
Utilizado apenas piscinas fundas acima de 1m 80cm, utilizado para pegar vítima que está no fundo, se encontre raias, salvamento sem equipamento usando pegada Bombeiro
Entrada facilitada "Deslize"
Consiste em usar escada, ou deslizar sobre a borda da piscina evitando que a água se movimente para atender vítimas de trauma.
Como saber qual entrada na água usar?
Depende da profundidade da piscina, da boia de salvamento que o GV tem para usar, da altura da borda, localização da vítima. Isso deve ser estabelecido no PAE para cada piscina da instituição.
Equipamentos
Boias de salvamento
Boia circular Classe III
Descrição
Preço: R$120 a 150
Durabilidade: 10 anos ou mais
Vantagens:
Preço; durabilidade; pode ficar fixa na parede e qualquer pessoa utilizar; se amarrada com corda ela pode ser arremessada sem que o GV entre na água; flutuabilidade.
Desvantagens:
O GV dificilmente ficará andando com ela, seu formado inviabiliza; Por ser de material rígido pode machucar a vítima ou outras pessoas se for arremessada.
Mais indicado em piscinas:
Para uso em locais onde não há GV, fixado na parte funda com corda para arremessar.
Boia Rescue Can Torpedo
Preço: R$ 150 a 200
Durabilidade: 10 anos ou mais
Vantagens:
Preço; tem como o GV ficar e transporta-la; durabilidade; flutuabilidade.
Desvantagem:
Por ela ser rígida tem que ter um cuidado redobrado para não machucar o banhista.
Mais indicado em piscinas:
Todas piscinas
Boia Rescue Tube (Flutuador, Life Belt, Buy)
Características
Confeccionado em espuma maciça microporosa de PVC, com células fechadas, resistentes a intempéries, nas cores amarela, laranja ou vermelha. Dimensões conforme solicitação: 900mm a 1.000mm de comprimento, 130mm a 150mm de largura e 70mm a 80mm de espessura, com variação de +/- 3% nas medidas.
Sendo o de maior comprimento e sem mosquetão feito com fita curta, o melhor para técnica em piscina. A maioria desse modelo é importada, podendo pedir para para fábrica nacional fazer sob medida em grandes quantidades.
Flutuabilidade: capacidade para 100/120Kg positivos.
Transpassado por um cadarço de nylon de 25mm de largura, apresentando em uma de suas extremidades um mosquetão de aço inox medindo entre 6,5 a 7,0cm de comprimento com arame de 6,0 mm, com mola de aço inox medindo 2,8 a 3,0 cm com arame da mola em 2mm e olhal em metal não ferroso, e, na extremidade oposta duas argolas de aço inox com 25 a 28mm de diâmetro interno - arame de 4,2 a 4.5mm que possibilita o fechamento do salva-vidas em torno da vítima, como um cinto. Provido de uma corda de polietileno com 2600mm de comprimento com 8mm de espessura, a qual liga o salva-vidas (salsichão) a um suspensório feito com cadarço de nylon com 50mm de espessura, que serve para ser preso ao corpo do socorrista que realizará o salvamento.
Todas as peças e partes integrantes deste equipamento suportam, sem rompimento ou rasgamento, o arraste de uma pessoa com peso de aproximadamente 100/120 Kg em meio líquido.
Preço: R$ 400 a 800
Durabilidade: 1 a 3 anos
Vantagens:
Material de espuma não machuca os banhistas; fácil para transporte do GV.
Desvantagens:
Flutuabilidade; durabilidade, quando com mosquetão o mesmo pode machucar banhista e prender na raia durante o resgate atrasando o salvamento
Mais indicado em piscinas:
Piscina de ondas
RESCUE TUBE X RESCUE CAN
Fluteabilidade:
Rescue tube 120kg x Rescue can 250 kg
Preço:
Rescue tube R$ 400 a 800 x Rescue can kg R$ 150 a 200
Durabilidade:
Rescue tube 1 a 3 anos x Rescue can 10 ou mais
Vantagens no resgate
Rescue tube ser em espuma não machucar vitima x Rescue can flutua melhor; suporta vitimas mais pesadas, suporta salvamento de mais vítimas com alça individual para cada
Desvantagens no resgate
Rescue tube mosquetão pode enganchar na raia ou machucar banhista x Rescue can é de material rígido e pode machucar banhista
Custo beneficio:
Para piscina um custo benefício maior na Rescue Can (torpedo) comparada com a Rescue Tube levando em conta que em piscina não precisa se utilizar de clipar a vitima no mosquetão, em função de ser um ambiente controlado. Sendo o preço e a durabilidade principais vantagens da rescue can(torpedo).
Nadadeira:
Não se faz uso de nadadeira para salvamento em piscina, por conta do ambiente ser controlado, conhecida distancia, da regra de prevenção 10 x 20, só o tempo de colocar a nadadeira perde 10 segundos dos 20 que o Gv tem para chegar ate o banhista, todos esses fatores inviabiliza o uso desse equipamento em piscina para salvamento.
TREINAMENTO FISICO DO GV
TREINAMENTO FISICO DO GV PISCINA
Sabendo que normalmente a maior piscina que o Gv irá trabalhar em termos de metragem, seria uma piscina Olímpica 50m x 25m. Para conseguir cumprir a regra de prevenção onde o GV tem que chegar na vítima em 20 segundos, tendo um tempo resposta rápido, ele tem que ter entendimento que se possível correr por fora da piscina para chegar mais próximo da vítima é mais rápido que nadar (isso se o piso permitir, não sendo escorregadio). Sendo assim o máximo que esse GV de piscina vai nadar para um resgate sera de 50m sendo 25m ida 25m volta com a vítima.
Tendo em vista uma necessidade especifica para o GV de Piscina, o treinamento físico desse profissional não pode ser o mesmo da praia ou represa, o GV piscina tem que ter explosão, velocidade e força. Explosão e velocidade para chegar rápido na vítima, força pois muito das vezes esse profissional trabalha sozinho em clubes e tem que tirar o banhista sozinho da borda numa emergência.
Levando esses fatores em consideração, não adianta esse profissional ter resistência de nadar 3 km porem não ter uma velocidade, explosão e força para um salvamento curto e veloz como é o caso em piscina.
ENTENDENDO O TREINO
A = Aerobico
AN = Anaerobico
Aquecimento: 15 a 20% do volume de trabalho
A1: 40 a 90 minutos de serie, 50% do volume total, intervalo se 20 segundos, velocidade 80% do melhor tempo
A2: 25 a 40 minutos de série, 18 a 20% do volume total, intervalo por volta de 45 segundos, velocidade a 85% do melhor tempo
A3: 10 a 20 minutos de série, 7 a 10% do volume total, intervalo de 2 minutos, velocidade a 90% do melhor tempo
An 1 e 2: 2% do volume total de treino, intervalo por volta de 5 a 10 minutos, 100% do melhor tempo
Sustentação: O GV ficar na vertical com as mãos livres, sem encostar o pé no chão, Utiliza se pernada de polo aquático, tesoura, peito ou craw, com objetivo do GV conseguir se sustentar no fundo na ora de trazer a vitima.
Reboque: Utiliza se para rebocar a vítima até a borda da piscina, pode ser perna tesoura, polo ou peito.
Apneia: Privação de oxigênio, tem a dinâmica (em movimento) ou a estática (parada), Usado pelo Gv para pegar vítima no fundo na piscina ou ainda em salvamento entre raias sem equipamento usando pegada bombeiro.
Aproximação: Nado utilizado para chegar até o banhista sem perder ele de vista com a cabeça fora da água e olhar fixo na vítima.
Mergulho três tempos: Usado para o Guarda Vidas Chegar ao fundo da Piscina principalmente nas piscinas fundas.
Treino condicionamento fora da piscina:
Aliado a natação o GV piscina deve fazer trabalhos de musculação 3 x por semana buscando força, explosão, fortalecimento muscular e do Core.
Um treino de corrida básico 1 a 3 vezes na semana. Pode ser acrescentado com objetivo resistência, condicionamento, velocidade. (Pode ser feito 15minutos antes da musculação e 15 depois) pode ser substituído por pular corda uma vez ou outra.
SUGESTÃO DE TREINO SEMANAL
Terça
Aquecimento
Velocidade
A2
Reboque
Sustentação
Regenerativo
Quarta
Aquecimento
Velocidade
A1
Reboque
Apneia
Regenerativo
Quinta
Aquecimento
A1
A3
Reboque
Aproximação
Regenerativo
Sexta
Aquecimento
Velocidade
A2
Reboque
Sustentação
Regenerativo
Sábado
Aquecimento
A1
A2
Reboque
Apneia
Regenerativo
Domingo
Aquecimento
A1
An 1 e 2
Reboque
Aproximação
Regenerativo
TEMPRERATURA PISCINA NBR 10339 REVISADA 2019

Sobre placas de sinalização segundo NBR 10339

Afogamento
DEFINIÇÃO DE AFOGAMENTO: É a aspiração de líquido causada por submersão ou imersão. O termo aspiração refere-se à entrada de líquido nas vias aéreas (traqueia, brônquios ou pulmões), e não deve ser confundido com "engolir água". Afogamento: pessoa resgatada da água que apresenta evidencias de aspiração de líquido: tosse, ou espuma na boca ou nariz - deve ter sua gravidade avaliada no local do incidente, receber tratamento adequado e acionar se necessário uma equipe médica (suporte avançado de vida).
Hoje, sabemos que os afogamentos de água doce, mar ou salobra não necessitam de qualquer tratamento diferenciado entre si.
Resgate: Vítima resgatada viva da água que não apresenta tosse ou espuma na boca e/ou nariz - pode ser liberada no local do acidente sem necessitar de atendimento médico após avaliação do socorrista, quando consciente. Todos os casos podem apresentar hipotermia, náuseas, vômitos, distensão abdominal, tremores, cefaléia (dor de cabeça), mal estar, cansaço, dores musculares, dor no tórax, diarréia e outros sintomas inespecíficos. Grande parte destes sintomas é decorrente do esforço físico realizado dentro da água sob stress emocional do medo, durante a tentativa de se salvar do afogamento. Afogamento: pessoa resgatada da água que apresenta evidencias de aspiração de líquido: tosse, ou espuma na boca ou nariz - deve ter sua gravidade avaliada no local do incidente, receber tratamento adequado e acionar se necessário uma equipe médica (suporte avançado de vida).
TIPO DE ACIDENTES NA ÁGUA
Síndrome de Imersão - A Hidrocussão ou Síndrome de Imersão (vulgarmente conhecida como "choque térmico") é um acidente desencadeado por uma súbita exposição á água mais fria que o corpo, levando a uma arritmia cardíaca que poderá levar a síncope ou a parada cardiorrespiratória (PCR). Parece que esta situação pode ser evitada se molharmos a face e a nuca antes de mergulhar.
Hipotermia - A exposição da vítima à água fria reduz a temperatura normal do corpo humano, podendo levar a perda da consciência com afogamento secundário ou até uma arritmia cardíaca com parada cardíaca e conseqüente morte. Sabemos que todas as vítimas afogadas têm hipotermia, mesmo aquelas afogadas em nosso litoral tropical. Sinais e sintomas de hipotermia Pele fria e seca. Calafrios. Sensação de adormecimento nas extremidades. Distúrbios visuais. Sonolência. Inconsciência. Letargia (movimentos musculares executados com lentidão). Bradipnéia (frequência respiratória lenta) e bradicardia (frequência cardíaca lenta). Parada cardíaca e respiratória. Tratamento pré-hospitalar Remover a vítima para um ambiente seguro e aquecido. Realizar a análise primaria e secundária e tratar os problemas em ordem de prioridade. Verificar se a situação se enquadra como Acionamento de SAV ou Transporte Imediato. Remover as vestes molhadas, secar o corpo da vítima com compressas de gaze algodoadas. Aquecer passivamente a vítima com uso de cobertores ou manta aluminizada.
CLASSIFICAÇÃO DO AFOGAMENTOS
Quanto ao Tipo de água (importante para campanhas de prevenção): 1 - Afogamento em água Doce: piscinas, rios, lagos ou tanques. 2 - Afogamento em água Salgada: mar. 3- Afogamento em água salobra: encontro de água doce com o mar. 4 - Afogamento em outros líquidos não corporais: tanque de óleo ou outro material e outros.
Quanto á Causa do Afogamento (identifica a doença associada ao afogamento): Afogamento Primário: quando não existem indícios de uma causa do afogamento. Afogamento Secundário: quando existe alguma causa que tenha impedido a vítima de se manter na superfície da água e, em consequência precipitou o afogamento: Drogas (36,2%) (mais frequente o álcool), convulsão, traumatismos, doenças cardíacas e/ou pulmonares, acidentes de mergulho e outras.
QUANTO Á GRAVIDADE DO AFOGAMENTO (permite saber a gravidade e o tratamento)
Permite ao socorrista estabelecer a gravidade de cada caso, indicando a conduta a ser seguida. A
classificação não tem caráter evolutivo, devendo ser estabelecida no local do afogamento ou com
relatos do 1
o atendimento, estabelecendo uma evolução de melhora ou piora do quadro que
tabulado ao prognóstico a cada grau possa fornecer uma avaliação evolutiva de boas praticas ou
não.

Essa é a classificação: Resgate; Grau 1; Grau 2; Grau 3; Grau 4; Grau 5; Grau 6; Já cadáver.

Resgate: Vítima resgatada viva da água que não apresenta tosse ou
espuma na boca e/ou nariz com ausculta pulmonar normal - pode ser
liberada no local sem necessitar de atendimento médico após avaliação
do socorrista, quando consciente. Todos os casos podem apresentar
hipotermia, náuseas, vômitos, distensão abdominal, tremores, cefaleia,
mal estar, cansaço, mialgias, dor no tórax, diarreia e outros sintomas
inespecíficos. Grande parte destes sintomas é decorrente do esforço
físico realizado dentro da água sob estresse emocional do medo,
durante a tentativa de se salvar do afogamento.

Afogamento: pessoa resgatada da água que apresenta evidência de aspiração de líquido: tosse, espuma na boca ou nariz ou ausculta pulmonar alterada - deve ter sua gravidade avaliada no local do incidente, receber tratamento adequado e acionar se necessário uma equipe médica a prover suporte avançado de vida. (ver mais adiante)








CADEIA DE SOBREVIVENCIA

PRIMEIRO ELO PREVENÇÃO












2 ELO RECONHECER O AFOGADO



3 ELO FORNEÇA FLUTUAÇÃO

4 ELO REMOVA DA ÁGUA




5 ELO SUPORTE BASICO DA VIDA












Fisiopatologia


Método Triagem em resgate aquático


